Destaque CCJ

10º PRÊMIO CINECLUBE JACAREÍ - CORVO DE GESSO 2017



FINAL DAS INSCRIÇÕES: 20 DE JULHO DE 2017

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O projeto Cineclube Jacareí existe desde 2007. Com cinco anos de existência, tem uma missão nesta cidade. O dever de repartir com as pessoas o desejo de ver, informar-se e aprender sobre filmes e o cinema.

O inovador projeto Cineclube Jacareí atinge esse ano mais de cento e oitenta sessões do "Cinema de 5ª". Mostrando filmes independentes de cineastas locais e do Brasil. Preparou e entregou mais de cinqüenta estatuetas nas edições do anual "Prêmio Corvo de Gesso". Além de ter produzido centenas de filmes através da "Corvo Produções".

O projeto Cineclube Jacareí é pioneiro na região do Vale do Paraíba. Único grupo de trabalho que realiza a tríplice função no movimento audiovisual: produzir, exibir e premiar os filmes amadores, independentes e feitos em casa. Continuaremos a desfrutar dessa arte.



12 de nov de 2012

185ª Exibição - 25 de outubro de 2012

Voooocêêêêêssss! Amigos do Cineclube Jacareí está é uma noite muito especial. É a SESSÃO DIRETORES. E o homenageado é um dos diretores mais reconhecidos no cenário cinematográfico mundial no gênero terror trash: ZÉ DO CAIXÃO. Antes rolaram os seguintes curtas-metragens: “Zombie Walk Jacareí 2011 – Epidemia e Medo”(Dir. Vini Trash) – um filme que relata nas imagens, o trajeto da primeira passeata de zumbis realizada no Vale do Paraíba (embora o ano passado fosse a segunda edição do evento), e logo depois foi imitada em outras cidades da região.
Algumas pessoas comentaram no debate, que funcionaria mais como um videoclipe do que como documentário, pois não tinha relato de ninguém na passeata mais macabra de Jacareí.

“Técnica Infalível para Dormir” (Dir. Elias Pacheco) – um curta-metragem em forma de stop motion, através de fotos, que tecnicamente ficou bacana, e no conteúdo, como o próprio nome já diz, funciona como um tutorial irônico para os insones. Nos comentários disseram que este diretor de Lençóis Paulista tem uma forma bem humorada e peculiar de mostrar em suas obras, questões que são relevantes no dia-a-dia das pessoas.

“Nú Ar” (Dir. Níkolas Araújo) – segundo o diretor, um pornô teórico com símbolos e códigos sexuais na abordagem “No Ar”. Pessoas disseram que ele esta evoluindo, ficando seus filmes mais engraçados. Num dos momentos, ele joga um papel escrito “ganso”, na pia cheia de água, mas faltou outros símbolos como “descabelar o palhaço”, bem, foram as recomendações do público.

“Desalmados – Um Filme de Humor Negro Romântico” (Dir. Geisla Fernandes) – de acordo com opiniões, foi um preparo bacana para o longa-metragem. No roteiro, uma minazinha que encontra num bar, cara na noite, que, ao saírem juntos, descobrem que ambos tem uma estranha forma de amar, consumado o encontro numa forma trájiexótica.

Segundo comentários da diretora, o filme foi baseado no filme “Encaixotando Helena” e nas letras da banda terror punk “Misfits”.


Voltamos a falar do longa-metragem, “A Meia-Noite Levarei Sua Alma” (Dir. José Mojica Marins), é o primeiro filme da trilogia do personagem mais famoso dele: ZÉ DO CAIXÃO. Criado em 1963, segundo o relato do próprio Mojica, era para um outro ator fazer o coveiro, numa aparição que seria em um evento e consequentemente este teve um problema de saúde e não pode comparecer no dia. Ele portanto, teve que atuar como o tal, e daí a razão de sua “encarnação” nesta figura, não deixou sua persona mais em paz.

A história se passa em uma cidadezinha qualquer do interior, em que a moral e os bons costumes prevalecem, mas o Zé, impiedoso como si só, vai aprontar suas peripécias, como comer carne para a procissão ver sua heresia, provocar um a um no boteco da cidade, e na sua obsessão pela mulher ideal pra gerar o “filho perfeito” e dar continuidade no seu sangue, chega até assassinar pessoas que interferem em busca doentia, que leva ao desfecho como o castigo da famosa frase “Quem planta o que quer, colhe o que não quer”.

Na obra, foi trabalhado vários símbolos, que levaram as pessoas ao gritos e frio na espinha em seu lançamento, na época, como por exemplo, as gargalhadas horripilantes da velha cigana, o gato preto que cruza o seu caminho, a coruja que aparece do nada, e as almas que surgem para a vingança final.

Tudo isso lembra alguns filmes antigos do cinema de terror, como Nosferatu, por exemplo. Levando em conta tudo isso, chegamos a crer que não é a toa que o seu reconhecimento não é somente nacionalmente, mas mundialmente, e definitivamente, isso se deve ao fato de ser um cineasta que resolveu se meter nesta terra tupiniquim, e ter como desafio de levar como bandeira o pioneirismo de fazer o cinema terror trash genuinamente brasileiro. Palmas para ele!

Quem ganhou o “Kit Perfumaria” da Drogaria Econômica, foi o cigano Luis Henrique. Parabéns!