Destaque CCJ

10º PRÊMIO CINECLUBE JACAREÍ - CORVO DE GESSO 2017



FINAL DAS INSCRIÇÕES: 20 DE JULHO DE 2017

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-Saiba sobre o Cineclube Jacareí

cineclubejacarei@gmail.com

O projeto Cineclube Jacareí existe desde 2007. Com cinco anos de existência, tem uma missão nesta cidade. O dever de repartir com as pessoas o desejo de ver, informar-se e aprender sobre filmes e o cinema.

O inovador projeto Cineclube Jacareí atinge esse ano mais de cento e oitenta sessões do "Cinema de 5ª". Mostrando filmes independentes de cineastas locais e do Brasil. Preparou e entregou mais de cinqüenta estatuetas nas edições do anual "Prêmio Corvo de Gesso". Além de ter produzido centenas de filmes através da "Corvo Produções".

O projeto Cineclube Jacareí é pioneiro na região do Vale do Paraíba. Único grupo de trabalho que realiza a tríplice função no movimento audiovisual: produzir, exibir e premiar os filmes amadores, independentes e feitos em casa. Continuaremos a desfrutar dessa arte.



22 de ago de 2012

174ª Exibição - 09 de agosto de 2012

Com a onda das refilmagens e aproveitando a chegada no mercado de home vídeo do atual “Fúria de Titãs 2”, o CINEMA DE 5ª trouxe nessa semana o “Fúria de Titãs” original de 1981 para nossos expectadores, último grande clássico do “stop motion”, além de dois aperitivos: o clipe musical "A Realidade do Brasil" de Márcio Machado e o curta documentário "Casa de Brinquedo", assinado por Wagner Rodrigo.
"A Realidade do Brasil" é o primeiro trabalho de Márcio Machado a passar no CINECLUBE JACAREÍ, clipe de sua banda, o vídeo apresentado por ele foi bastante elogiado, tanto pelo som quanto pela linguagem, que soube casar bem as imagens com a música. Denunciando a corrupção e a bandalheira que se espalha na sociedade brasileira. Que seja o primeiro de muitas obras do autor em nossas sessões.

Quanto ao documentário "Casa de Brinquedo", muito se comentou sobre a competente parte técnica, contudo, a peça acabou sendo criticada por aparentar ser mais um institucional ou comercial do que um documentário. Na verdade, o curta é parte da série “Trilha Infantil”, que visa mostrar diversos locais na Vila Madalena, com apresentação da jornalista Lia Vasconcelos, e sem essa informação, com o filme fora desse contexto, essa aparência institucional/comercial realmente predomina sobre a proposta central de Wagner Rodrigo. Enfraquecendo o impacto de sua exibição. Infelizmente.

Mas voltando a falar de “Fúria de Titãs”, o longa-metragem acabou sendo bastante apreciado apesar dos “efeitos datados”. Com uma história interessante, que passeia por diversos mitos gregos entrelaçados num único épico, nossos cinéfilos ressaltaram o conto e até denunciaram a falta de mais películas sobre essa mitologia, tão rica e que poderia render diversas outras produções hollywoodianas.

A peça marcou época, sendo o trabalho final do artista Ray Harryhausen, mestre dos efeitos especiais em stop motion, que iniciou sua carreira após se encantar pela técnica, usada primeiramente em larga escala no famoso “King Kong” de 1933. Dono de uma filmografia extensa e invejável, Harryhausen produziu “Fúria de Titãs” como uma despedida, dele e do stop motion, que já no inicio da década de 80 se encontrava em decadência, sendo substituído por animatrônicos e posteriormente pela computação gráfica. Se tornando, portanto, o último grande projeto a se aproveitar desse estilo e um “adeus” digno de seu mais importante representante.

Um testamento a beleza do produto artesanal, feito na mão e na raça de seus criadores, com a criatividade sobrepujando todos os limites técnicos e proporcionando assim mesmo um belo espetáculo cinematográfico. Em comparativo ao atual “Fúria de Titãs”, todos saíram com a impressão de que hoje esse cuidado é deixado de lado, com a moderna CGI “compensando” tudo exageradamente e tapando qualquer buraco na trama ou falha na narrativa adotada. Uma pena.


No fechar das cortinas, o vencedor de nosso tradicional sorteio foi Lucas Plesky, que levou o VALE PIZZA cedido gentilmente pelo parceiro XICO DISK PIZZA.