Destaque CCJ

10º PRÊMIO CINECLUBE JACAREÍ - CORVO DE GESSO 2017



FINAL DAS INSCRIÇÕES: 20 DE JULHO DE 2017

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O projeto Cineclube Jacareí existe desde 2007. Com cinco anos de existência, tem uma missão nesta cidade. O dever de repartir com as pessoas o desejo de ver, informar-se e aprender sobre filmes e o cinema.

O inovador projeto Cineclube Jacareí atinge esse ano mais de cento e oitenta sessões do "Cinema de 5ª". Mostrando filmes independentes de cineastas locais e do Brasil. Preparou e entregou mais de cinqüenta estatuetas nas edições do anual "Prêmio Corvo de Gesso". Além de ter produzido centenas de filmes através da "Corvo Produções".

O projeto Cineclube Jacareí é pioneiro na região do Vale do Paraíba. Único grupo de trabalho que realiza a tríplice função no movimento audiovisual: produzir, exibir e premiar os filmes amadores, independentes e feitos em casa. Continuaremos a desfrutar dessa arte.



22 de dez de 2012

Balanço do ano de 2012 no CINECLUBE JACAREÍ




Em seu 5º ano de existência, o CCJ conseguiu alguns números expressivos em 2012, como 39 sessões de 5ª, recorde dentro da história do projeto, mais de 80 curtas exibidos (outro recorde), seu maior público, justamente no dia em que o grupo fazia seu quinto aniversário, além de estar com a maior média de presença desde sua fundação em 2007. Acabando até ultrapassando a lotação da Sala Mário Lago, nosso local de eventos, no recente Corvo de Gesso, que homenageou, como não poderia ser diferente, em pleno centenário, Mazzaropi, o grande patrono do cinema no Vale do Paraíba! Também conseguiu na Corvo Produções dois importantes recordes: o lançamento de seu primeiro média-metragem e seu primeiro longa-metragem.

Notas esclarecedoras: Em decorrência do enorme volume de curtas-metragens inscritos no prêmio deste ano, o CINECLUBE JACAREÍ pôde constatar que nem todos os filmes enviados poderiam ser exibidos nas sessões do CINEMA DE 5ª, estando estes vídeos já automaticamente inscritos na programação de 2013, como consta no Artigo 3 - § 5º do regulamento do 5º PREMIO CINECLUBE – CORVO DE GESSO 2012. Os diretores dos curtas já foram avisados sobre o ocorrido.

Para que o maior número possível de curtas inscritos pudessem concorrer ao prêmio, o CINECLUBE JACAREÍ decidiu estender para até a última sessão do CINEMA DE 5ª deste ano, a exibição dos filmes enviados para validar suas inscrições, ao invés de não exibir mais curtas após a pré-seleção, como era o costume descrito no Artigo 3 - § 6º do regulamento do 5º PREMIO CINECLUBE – CORVO DE GESSO 2012. Todavia, para não prejudicar os participantes e em frente ao montante nunca antes previsto de curtas que recebemos, estendemos nosso cronograma de acordo com o Artigo 6 - § 11º do citado regulamento.

Ademais, voltamos a agradecer aos produtores, colaboradores, cinéfilos, membros, pelo apoio, carinho, suporte e pela força que nos permitiu fechar esse ano letivo com números tão bacanas para nosso crescimento e favorecimento do cenário audiovisual de Jacareí e região. Obrigado, pessoal!

8 de dez de 2012

189ª Exibição - 22 de novembro de 2012

A sessão diretores em novembro é o derradeiro Cinema de 5ª do ano. Recheada de curtas e um longa escolhido a dedo, a projeção vem acompanhada de um brinde ao cumprimento das metas em todo processo de exibição durante o ano. Fecha-se o circuito da programação presidida em 2012.

“Fanzine” foi o vídeo produzido por Níkolas Araújo diante de uma das reuniões dos membros do projeto. É um plano seqüência do momento em que todos separam os exemplares do periódico No Bico do Corvo distribuído pelo Cineclube Jacareí.

“Então é Natal” é um trabalho do criativo Vini Trash sobre o bom velhinho. Odiado pelos pobres cuspidos ao vê-lo presentear só os ricos.

“Os Meus Pensamentos São Os Cavalos da Morte” dirigido pela mente perturbada de Elias Pacheco. Molde da revelação cinematográfica trash desse ano.

“No Ar” é mais uma peça genial do insuportável talento de Níkolas Araújo em seus dias de inspiração para cumprir tabela.

Alan Parker é o diretor Britânico que dirigiu belos filmes como por exemplo “Pink Floyd – The Wall” (1982). Uma obra prima e épica do resultado frio que o mundo teve de suas guerras até então.

O longa “Coração Satânico” (Angel Heart) foi o escolhido dentre as produções dele por ser um filme intrigante. É um daqueles filmes que continuam na sua cabeça mesmo horas depois da sessão terminar.
Conta a história de um cara em busca da sua própria identidade. Porém é o próprio Lucifer quem lhe dá toda a identidade, uma vez que fizeram um pacto de alma.


Os vencedores da noite no sorteio foram Teresinha Sueli, Lucas Plesky e Andressa Decarla. Parabens sortudos!

188ª Exibição - 15 de novembro de 2012

Na penúltima sessão de 2012 do CINEMA DE 5ª, teve componente do CINECLUBE JACAREÍ, fazendo aniversário – Adriano Pinheiro, assoprando velinhas nesta noite,  recebendo presentes e cumprimentos das pessoas e depois intermediando o debate. Após a apresentação fervorosa de Níkolas Araújo, abriram-se as cortinas para as produções na tela. 

Iniciou-se com “Morói” (Dir. Fritz Martiliano), o curta-metragem mais longo desta sessão, tem a participação da musa do cinema independente – Elaine Trash, encenando uma mulher a caça de mais uma presa para atender seus desejos e caprichos, numa madrugada de lua cheia. Na versão cinema mudo e fotografia em preto & branco (inclusive caprichosamente trabalhada), temos um desenrolar de forma sensual e terminando num desfecho inesperadamente macabro!

“Terapia” (Dir. Elias Pacheco), tem um lado trágico e cômico das terapias psicológicas. Um filme com duração de 1 minuto, concorrente na categoria “No Ar”, destaca mais uma vez o estilo estranho e sombrio deste diretor meio insano de Lençóis Paulista. 

“A Rockless Road To Guararema” (Dir. Níkolas Araújo), obra concorrente na categoria “Celular”, tem na trilha sonora o grupo musical famoso irlandês – “The Dubliners” (com certeza faz sucesso em Jacktown), mostrando o trecho do caminho de ônibus para chegar a Guararema (a maioria dos presentes falou que gostou da trilha musical). 

Fechando a coletânea de curtas-metragens da noite – “Trilhos”, é mais um filme celular do diretor Níkolas Araújo. Vídeo denúncia para mostrar os vidros sujos dos vagões, sinal do descaso e mau serviço da empresa CPTM, em vários trechos de sua linha. Nada atraente para o público da sala; este foi mais um pra cumprir tabela, ou seja, para fazer número na inscrição deste ano. 

Atendendo a pedidos, o longa-metragem deste feriadão, foi “The Goonies” (Dir. Richard Donner), e com participação na produção, nada mais, nada menos que Steven Spielberg e Chris Columbus no roteiro. Este último ficou famoso por ser diretor e produtor das séries – Esqueceram de Mim 1 e 2, Harry Portter (os dois primeiros episódios) e Percy Jackson. Produzido pelos feras acima citados, em 1985, esta película acabou se tornando um “clássico pipoca”, atravessando décadas e gerações, tornando-se muito conhecido pelo público e sendo motivo de render ao longo destes anos, digamos, várias reprises na “Sessão da Tarde”.

O filme conta a história da molecada – Mickey, Brand, Bocão (Mouth), Dado (Data) e Bolão (Chunk). Eles partem para a aventura de suas vidas depois de encontrarem o mapa do tesouro do pirata Willy Caolho, mas antes de atravessarem por passagens subterrâneas e traiçoeiras armadilhas, como se não bastasse, terão que enfrentar uma família de bandidos chamados “Os Fratelli”, além de depararem com um monstro que depois acaba se tornando um aliado da patota. Foi um estrondoso sucesso na época, contando com a participação da cantora pop Cyndi Lauper, cantando a musica-tema – “The Goonies 'R' Good Enough" (tocada nas rádios especialistas em “flash back” até hoje). 

"Os Goonies" é considerado pelos críticos, um tesouro do cinema, de ação empolgante, e com sua pureza, é uma clássica aventura familiar do início ao fim, uma mega-produção, com efeitos deslumbrantes e calafrios de arrasar – e segundo os espectadores no debate, todos foram unânimes e similares em seus comentários também nestes quesitos, acreditando-se que em tempos que fala-se muito em bullings, internet e pedofilia, assuntos mais abordados atualmente, no campo infanto-juvenil, a mídia e a educação de nossos dias, esquece de ensinar as crianças de hoje a valorizar as questões da amizade, do companheirismo e da solidariedade, itens muito importantes ao crescimento pessoal para cada uma delas, e com isso, a aprenderem a se tornar adultos saudáveis e altamente úteis pra sociedade, e este filme destaca tudo isso.

Esta obra revelou para o cinema os atores teens – Josh Brolin (Onde Os Fracos Não Tem Vez/Homens de Preto 3) e Sean Astin (O Senhor dos Anéis 1, 2 e 3) e em início de carreira – Joe Pantoliano (Matrix/Os Bad Boys I e II). 

Os ganhadores dos chaveiros cedidos pela Freestyle Games foram: Lígia Maria de Oliveira Pinheiro, Terezinha S. Burgomeister, Marco Antonio Diniz de Souza, Chico Nogueira e Tamiris Souza Moura. Valeu Pessoal!

7 de dez de 2012

Ganhadores do CORVO DE GESSO 2012



5ª Prêmio Cineclube Jacareí – Corvo de Gesso 2012


FICÇÃO
Eva


DIREÇÃO
Raposa, Velha Raposa


ROTEIRO
Raposa, Velha Raposa


EDIÇÃO
A História de Lia


FOTOGRAFIA
A História de Lia


DEFEITOS ESPECIAIS
Eva


GENERICÃO
Café Pelão


NO AR
Liberdade


CELULAR
Solo


CINÉFILO DO ANO
Jaime Fernadez


MINUTO
Depois dos 40


MUSICAL
Jamais – David D'Epiro & The Toners


DOCUMENTÁRIO
Jardim


ANIMAÇÃO
Phill - A Pescaria


ESTUDANTIL
Que Droga!


XODÓ DO PÚBLICO
Feira da Vila


HOMENAGEADO DO ANO
Amácio Mazzaropi
prêmio recebido pelo filho, André Mazzaropi


O CINECLUBE JACAREÍ agradece profundamente a todos os vencedores, concorrentes, produtores, apoiadores, cinéfilos e todos os que nos ajudaram a fazer desse festival uma realidade para a cidade;

E já fica o convite: ano que vem estaremos de volta contando novamente com o apoio de vocês!!!

6 de dez de 2012

4 de dez de 2012

Lojinha do Cineclube Jacareí


Teremos a venda durante o CORVO DE GESSO 2012 alguns produtos para quem quiser levar pra casa um belo presente e simultaneamente nos ajudar com a caixinha básica para podermos cobrir as despesas do evento. Os itens são edições limitadas, pessoal, por isso corram para garantir o seu, pois a promoção vai rolar somente enquanto durar nossos estoques:

Camiseta - Eu Fui Corvo de Gesso 2011: R$ 12,00

Camiseta - Eu Fui Corvo de Gesso 2012: R$ 17,00

Chaveirinho Corvo Willian: R$ 5,00

Bonequinho Corvo Willian Baby (biscuit): R$ 3,00 (R$ 5,00 leva 2)

As camisetas da safra Corvo 2012 foram fabricadas nos tamanhos P/M/G e GG; exemplares 2011 sob consulta e disponibilidade de momento.

Homenagem do Cinéfilo ao Corvo de Gesso



“Me disseram, certa vez,
Que com o Oscar sou parecido;
Mas ora, vejam só vocês,
Como esse Oscar é convencido.

Ele é um tipinho burguês,
Engraçadinho e oferecido;
Ao contrário, foi o povo quem me fez,
E pelos cinéfilos sou muito querido.

Ele, em diversas categorias,
À todo mundo se oferece;
Eu, ao meu público só dou alegrias,
E só me leva quem merece.

Não tenho humorista que tenta ser engraçado,
E minha platéia não finge que ri;
Pela crítica e pelo público fui consagrado,
Sou o Corvo de Gesso, o maior prêmio audiovisual de Jacareí.”

Autor: Professor José Roberto Rodrigues
dia 28 de Novembro de 2012

3 de dez de 2012

Marque na sua agenda... (ENTRADA FRANCA!!!)



O CINECLUBE JACAREÍ convida a todos para o 5º PRÊMIO CINECLUBE JACAREÍ – CORVO DE GESSO 2012, comemorativo dos 5 anos do grupo, com atrações imperdíveis e o melhor dos filmes independentes. O CORVO DE GESSO premia as produções B e independentes (curtas) inscritas e exibidas ao longo de cada ano dentro do CINEMA DE 5ª, sessões sempre com ENTRADA FRANCA e com programação especial para o fomento e divulgação da SÉTIMA ARTE. Este ano, tanto o CCJ quanto sua premiação completa meia década de existência, celebrando a peça cinematográfica e seu dever social. O projeto nasceu e se desenvolveu desde o início pro fortalecimento do audiovisual. Sem fins lucrativos, visa ser um espaço para exibição, discussão e incentivo a aqueles que trilham esse difícil caminho. Aos cinéfilos, apoiadores e produtores que nos prestigiaram, durante tantos anos, e aos que ainda não conhecem o projeto, compareçam e participem também dessa grande festa CINEMATOGRÁFICA jacareiense;

Para a edição 2012 do CORVO DE GESSO, vários destaques estão sendo preparados, em especial, uma homenagem mais do que justa a Amácio Mazzaropi, patrono do cinema no Vale do Paraíba e que será lembrado pelo CINECLUBE JACAREÍ através de um prêmio em seu centenário e entregue diretamente para seu próprio filho, André Mazzaropi, representando seu pai; Entre outras atrações teremos exposição do CINECLUBE JACAREÍ e abertura Musical surpresa feita pela equipe de dança FREEDANCE, da professora Isabel Cassal;

Já quanto a premiação em si, seguindo o formato das edições anteriores, foram realizadas duas etapas para a seleção dos curtas vencedores nas categorias que formam o CORVO DE GESSO. Primeiramente uma pré-seleção definiu os 3 candidatos em cada categoria e posteriormente o júri final escolheu o melhor dentre os indicados. O importante a se destacar nesse processo é mesmo a independência desse corpo de jurados, selecionados cuidadosamente tanto pelo seu conhecimento quanto pela sua imparcialidade, sendo um requisito básico não estar envolvido de nenhuma forma nas produções aqui julgadas por eles. Todos os curtas disputam a requisitada estatueta do CORVO WILLIAM, uma figura de pássaro personalizada, mascote do CINECLUBE JACAREÍ, esculpida em gesso e cobiçada por tantos cineastas amadores e/ou profissionais; 

Convite para o CORVO DE GESSO 2012

ENTRADA FRANCA!!!

Lista Completa dos Curtas Finalistas do 5ª Prêmio Cineclube Jacareí - Corvo de Gesso 2012




Finalmente saiu a lista dos curtas que concorrerão ao Corvo de Gesso 2012!!! Após 3 etapas de pré-seleção, que definiram os participantes, restou para o júri final (realizado na virada do mês) apontar os vencedores pro evento que ocorrerá quinta, dia 6 de DEZEMBRO. Aos classificados nossos mais sinceros parabéns, toda a sorte do mundo pra vocês nessa super reta final, galera! Aos votantes e colaboradores, muito obrigado pelo carinho, sem seu apoio, suporte e compreensão, nada disso se tornaria viável. Todos os citados fazem parte da vida do Cineclube Jacareí. Valeu demais, pessoal!!! 


Finalistas 5ª Prêmio Cineclube Jacareí – Corvo de Gesso 2012:

FICÇÃO
Eva
Desalmados
Necrochorume


DIREÇÃO
Eva
Raposa, Velha Raposa
Desalmados


ROTEIRO
Eva
Raposa, Velha Raposa
Desalmados 


EDIÇÃO
Eva
Raposa, Velha Raposa
A História de Lia


FOTOGRAFIA
Eva
Raposa, Velha Raposa
A História de Lia


DEFEITOS ESPECIAIS
Eva
Desalmados
Nihilum


GENERICÃO
A Maldição do Pica-Pau
Café Pelão
Cozinhando com Raul


NO AR
Terapia
Animal Sofisticado
Liberdade


CELULAR
Solo
Corrida Maluca
A Rockless Road To Guararema


MINUTO
Conheça Jacareí Em Um Minuto
Depois dos 40
Violência Doméstica


MUSICAL
Catarina – Tomada
Jamais – David D'Epiro & The Toners
Realidade do Brasil – Márcio Machado


DOCUMENTÁRIO
Jardim
Zé Maria Na Folia
O Livreiro


ANIMAÇÃO
Phill - A Pescaria
Meu Amiguinho
Monstro do Mal - O Esboço


ESTUDANTIL
Vampire - Amor e Morte
A Casa do Joselindo
Que Droga!


21 de nov de 2012

187ª Exibição - 08 de novembro de 2012

A sessão foi recheada com um longa produção nacional. O filme brasileiro “Os 12 Trabalhos”, dirigido por Ricardo Elias, faz parte do catálogo sugerido pelo programa “Pontos Mis” de São Paulo. Mis significa Museu da Imagem e do Som que incentiva espaços alternativos de exibição. Exatamente como o Cineclube Jacareí. Ambos promovem atividade prática do acesso ao cinema  e a formação de público. Mas como em toda sessão do Cinema de 5ª, o longa é precedido por produções em vídeo de curta duração:
“Espíritos Atordoados” é um trabalho assinado por Samuel de Souza e pertence a um gênero de produção característica no Cineclube Jacareí. A de criar vídeos em casa e, pela primeira vez, poder mostrar sua obra numa sala escura para um público cada vez mais exigente freqüentadores da Sala Mário Lago.

“Chuva VS Jacareí” é outro vídeo feito em casa e representa a batalha natural da cidade contra o período chuvoso que incomoda a tantos. Direção de Vini Trash.

“O Gritinho Fudido” é um vídeo que se aproveita do cômico para que seu valor seja extraído. Um concurso de berros bem dirigido pelo mesmo diretor que nos surpreende ao final mais uma vez.

“Galeria”, dirigido por Níkolas Araujo, é uma exposição de desenhos do próprio diretor filmados de modo a registrar sua galeria original.

Ainda tivemos na sessão o curta “5 minutos”, dirigido por Quico Meirelles. Curta preparado com mais investimento na produção e atores famosos como protagonistas. Esse curta veio no pacote do programa “Pontos Mis” e faz parte do material oferecido junto com “Os 12 Trabalhos” pelo projeto.

Os 12 Trabalhos - Um carinha que é motoboy, depois de ter saído da Fundação Casa (ou FEBEM), tem a missão pela frente de recuperar a vida com dignidade.

O preto e pobre da favela se depara com a nova vida depois de privado da liberdade. Suas entregas se tornam na realidade missões humanas para ele. E ao enfrentar as barreiras das entregas, deixa para o espectador o exemplo do serviço duro que precisa fazer todos aqueles que nascem injustiçados. Sem um pai, com mãe pobre, rodeado de traficantes aliciadores de menores e a sociedade hipócrita.

É um filme bem reflexivo do universo dos menos favorecidos no Brasil. Pessoas que já chegam aqui na terra dependentes de toda sorte para que na adolescência não estejam condenados ao fim da vida.

A produção é de 2007 e recebeu o prêmio de melhor filme no Festival Internacional de Cinema de San Sebastian, na Espanha. É o segundo longa de Ricardo Elias que já havia sido premiado pelos curtas-metragem que tem no currículo. Os principais são do Festival de Cinema de Gramado, prêmio de melhor filme e melhor diretor pelo curta “Passagem”. No debate as opiniões sobre o filme foram variadas, mas com consenso na avaliação no legado da obra.
Com brinde oferecido pela Drogaria Econômica, o cinéfilo tetracampeão dos nossos sorteios Lucas Plesky passou a ficar mais perfumado. Parabéns!


186ª Exibição - 01 de novembro de 2012

O CINEMA DE 5ª começa o seu último mês neste ano, com uma sessão recheada de curtas-metragens um tanto irreverentes.
“Cozinhando com Raul” (Dir. Vini Trash) – é uma paródia a programas de culinária apresentado por Raul Trash, sendo que os presentes, acharam que foi um tanto demorada e nojenta a receita do bizarro personagem em questão.
“O Idiota” (Dir. Vini Trash) – traz a esquete do programa Trash Company sobre o cotidiano de dois idiotas. Segundo o diretor, foi uma esquete inspirada numa piada do programa que o grupo inglês “Monty Python” faziam na TV. Por isso, devemos considerar que o filme deveria ser inscrito na categoria “Genéricão” e não como “No Ar”.
“Coisas Da Internet 2” (Dir. Níkolas Araújo), foi uma continuação da série, em que o primeiro episódio foi premiado com um CORVO DE GESSO, em 2011, na categoria “Genéricão”, sendo uma paródia aos vídeos feitos pelo nerd mais conhecido da internet, PC Siqueira. Infelizmente, o diretor deu um tom mais sério, e os espectadores consideraram muito longo e chato, desconsiderando totalmente esta nova versão.
“Afogamento Superficial” (Dir. Elias Pacheco), mais um vídeo “No Ar”, deste diretor que vem se destacando nesta área. Na verdade, é uma montagem de fotos tiradas dos reflexos de poças d´águas. Maluco!
“Luz” (Dir. Níkolas Araújo), mais um curta-metragem “No Ar”, com duração de 1 minuto, em que a luz é a protagonista, mostrando a sua importância em nossas vidas, incluindo Raul Seixas na trilha sonora.

Em comemoração aos 50 anos desta clássica série que levou gerações ao cinema e aproveitando a sua estréia semana passada nas salas nacionais do 23º episódio da franquia, exibimos o longa-metragem “007 Contra o Satânico Dr. No”. Baseado no livro homônimo de Ian Fleming, dirigido por Terence Young e produzido pela dupla Harry Saltzman e Albert R. Broccoli. Revelou na telona este agente secreto ao mundo, contando com o ator Sean Connery em sua primeira encarnação como tal.

James Bond, um espião ao serviço de Sua Majestade, é enviado à Jamaica para investigar o desaparecimento misterioso de um agente britânico. As investigações de Bond vão levá-lo ao Dr. Julius No, um estranho cientista com um plano maléfico de destruir o programa espacial dos Estados Unidos.

Esta película foi a primeira vez que vimos a bebida favorita de James Bond - vodka-martini, batido mas não misturado; a famosa frase de apresentação - "O meu nome é Bond... James Bond"; os incríveis engenhos e carros (normalmente Aston Martin) e as eternas bond girls, neste filme Ursula Andress, numa famosa cena em que sai do mar.
Esta noite, tivemos dois ganhadores do Vale-Pastel do famoso Pastel Correia. Foram eles: Jonas da Silva e Ana Carolina Pereira. Inté!

12 de nov de 2012

185ª Exibição - 25 de outubro de 2012

Voooocêêêêêssss! Amigos do Cineclube Jacareí está é uma noite muito especial. É a SESSÃO DIRETORES. E o homenageado é um dos diretores mais reconhecidos no cenário cinematográfico mundial no gênero terror trash: ZÉ DO CAIXÃO. Antes rolaram os seguintes curtas-metragens: “Zombie Walk Jacareí 2011 – Epidemia e Medo”(Dir. Vini Trash) – um filme que relata nas imagens, o trajeto da primeira passeata de zumbis realizada no Vale do Paraíba (embora o ano passado fosse a segunda edição do evento), e logo depois foi imitada em outras cidades da região.
Algumas pessoas comentaram no debate, que funcionaria mais como um videoclipe do que como documentário, pois não tinha relato de ninguém na passeata mais macabra de Jacareí.

“Técnica Infalível para Dormir” (Dir. Elias Pacheco) – um curta-metragem em forma de stop motion, através de fotos, que tecnicamente ficou bacana, e no conteúdo, como o próprio nome já diz, funciona como um tutorial irônico para os insones. Nos comentários disseram que este diretor de Lençóis Paulista tem uma forma bem humorada e peculiar de mostrar em suas obras, questões que são relevantes no dia-a-dia das pessoas.

“Nú Ar” (Dir. Níkolas Araújo) – segundo o diretor, um pornô teórico com símbolos e códigos sexuais na abordagem “No Ar”. Pessoas disseram que ele esta evoluindo, ficando seus filmes mais engraçados. Num dos momentos, ele joga um papel escrito “ganso”, na pia cheia de água, mas faltou outros símbolos como “descabelar o palhaço”, bem, foram as recomendações do público.

“Desalmados – Um Filme de Humor Negro Romântico” (Dir. Geisla Fernandes) – de acordo com opiniões, foi um preparo bacana para o longa-metragem. No roteiro, uma minazinha que encontra num bar, cara na noite, que, ao saírem juntos, descobrem que ambos tem uma estranha forma de amar, consumado o encontro numa forma trájiexótica.

Segundo comentários da diretora, o filme foi baseado no filme “Encaixotando Helena” e nas letras da banda terror punk “Misfits”.


Voltamos a falar do longa-metragem, “A Meia-Noite Levarei Sua Alma” (Dir. José Mojica Marins), é o primeiro filme da trilogia do personagem mais famoso dele: ZÉ DO CAIXÃO. Criado em 1963, segundo o relato do próprio Mojica, era para um outro ator fazer o coveiro, numa aparição que seria em um evento e consequentemente este teve um problema de saúde e não pode comparecer no dia. Ele portanto, teve que atuar como o tal, e daí a razão de sua “encarnação” nesta figura, não deixou sua persona mais em paz.

A história se passa em uma cidadezinha qualquer do interior, em que a moral e os bons costumes prevalecem, mas o Zé, impiedoso como si só, vai aprontar suas peripécias, como comer carne para a procissão ver sua heresia, provocar um a um no boteco da cidade, e na sua obsessão pela mulher ideal pra gerar o “filho perfeito” e dar continuidade no seu sangue, chega até assassinar pessoas que interferem em busca doentia, que leva ao desfecho como o castigo da famosa frase “Quem planta o que quer, colhe o que não quer”.

Na obra, foi trabalhado vários símbolos, que levaram as pessoas ao gritos e frio na espinha em seu lançamento, na época, como por exemplo, as gargalhadas horripilantes da velha cigana, o gato preto que cruza o seu caminho, a coruja que aparece do nada, e as almas que surgem para a vingança final.

Tudo isso lembra alguns filmes antigos do cinema de terror, como Nosferatu, por exemplo. Levando em conta tudo isso, chegamos a crer que não é a toa que o seu reconhecimento não é somente nacionalmente, mas mundialmente, e definitivamente, isso se deve ao fato de ser um cineasta que resolveu se meter nesta terra tupiniquim, e ter como desafio de levar como bandeira o pioneirismo de fazer o cinema terror trash genuinamente brasileiro. Palmas para ele!

Quem ganhou o “Kit Perfumaria” da Drogaria Econômica, foi o cigano Luis Henrique. Parabéns!

184ª Exibição - 18 de outubro de 2012

Esta sessão do CINEMA DE 5ª, foi para manter o clima TRASH do mês. Vamos direto ao assunto: “Café Pelão” (Dir. Vini Trash) – genericamente falando, é uma paródia aos comerciais de café, que nos remete de volta aos velhos tempos, em que assistimos as Sessões da Tarde, em que víamos este tipo de “reclame”, e com direito a eco reverberado.

“Corrida Maluca” (Dir. Viviane di Fátima) – é uma filmagem em celular, onde carrinhos com controle remoto disputam uma incrível corrida veloz e barulhenta, num fundo de um quintal qualquer. No detalhe: muita gente reclamou sobre o ronco incrivelmente estridente dos motores.

“Rebrincando Com Fogo” (Dir. Níkolas Araújo) – um curta-metragem feito em homenagem a outro curta-metragem, ganhador da categoria “No Ar” do Corvo de Gesso 2010 (em conseqüência disso, se tornou um vídeo genericão), chamado “Brincando Com Fogo” (Dir. Sergio Nogueira), em que o garoto Níkolas, faz inúmeras acrobacias e malabarismos com a chama de um isqueiro. Ria se puder!

“Necrochorume” (Dir. Geisla Fernandes) – curiosamente esta palavra que leva o título do filme, explica que o seu significado é o líquido proveniente da decomposição dos corpos no cemitério, que vai para o lençol freático e se mistura com a água destinada ao consumo humano, e com isso, transformava os habitantes e visitantes de Águas Claras, aos poucos, em zumbis.

No debate, alguns disseram que a trilha sonora, quando o anti-herói se transformava no morto-vivo, depois de bater o beiço numa gororoba de arroz papa, não era tão condizente com o momento, mas o desenrolar do roteiro, foi para mostrar o quanto deve ser existencialmente cruel, esta mutação, especialmente quando vê sua namorada sendo devorada pelo outro da mesma espécie.

Este curta-metragem teve como objetivo em denunciar como que o poder público e o setor privado brasileiro, não têm nenhum critério para construir cemitérios, que chega ao número de mais de 90% deles serem de forma irregular, podendo gerar epidemias de várias doenças contagiosas.

“O Império das Formigas (Empire of the Ants)” (Dir. Bert I. Gordon) – clássico longa-metragem trash dos anos 70 mostra um grupo de turistas interessados num loteamento de veraneio, no litoral norte-americano, visitam este local, enquanto isso, formigas ficam expostas a material radioativo, se tornando gigantes e despertando um incrível instinto assassino contra os seres humanos.

Este grupo começa a ser atacados por elas e inicia-se uma perseguição implacável, até o final da película. As cenas em que os insetos viam os humanos e quando elas apareciam para eles, é uma técnica totalmente ultrapassada, tornando-se muito engraçado, principalmente quando elas começam a gritar para causar tensão ao espectador.

Além dos “defeitos especiais”, que não sabemos como que causava impacto na época, o roteiro, cheio de diálogos e situações horríveis, tem um desfecho que não tem nem pé e nem cabeça. Tenha coragem para conferir!

Veja quem vão saborear os gostosos pastéis do “Pastel Correia”: Gabriel A. S. Silva, Kaique Miguel S. Santos e Andressa Decarla. É isso aí! Até mais!


22 de out de 2012

183ª Exibição - 11 de outubro de 2012


A sessão 183 do Cinema de 5ª teve uma modesta presença dos cinéfilos. Mantendo a média de vinte pessoas por sessão (nas quarenta sessões que se realizam neste ano).

Apresentamos o curta Que Droga!? feito pelos alunos no ensino médio do colégio Rezende Rezende.

O filme é sobre entorpecentes mesmo, mas com um olhar bem ingênuo do universo adolescente e o consumo de maconha, cocaína, álcool e todo tipo de bala ilícita. 

O legal do curta é que o recado é direto: É na balada que rapazes e meninas são levados para o “mau caminho”. Fora a mensagem de que freqüentar o colégio também não é mais divertido que sair de balada, embutida no diálogo dos jovens.

Depois veio o curta Show de Calouros – Uma Triste Canção, produzida por Elias Pacheco. É uma humilde animação com musica parodiando a infelicidade dos candidatos ao abacaxi.

Destaque para a câmera ginecológica nas dançarinas do programa e o detalhe do solo de guitarra do candidato. Que foi bem votado, diga-se de passagem.

Outra animação, já mais sofisticada, é a do Phil A Pescaria. Produção de Ilson Junior que compõe a série realizada pelo grupo Singularidade. Trabalho bacana de acabamento e de proposta.

A noite foi concluída com mais duas animações que compõem o programa “Pontos Mis”. Um movimento da Fundação Cultural de Jacareí José Maria de Abreu e o Museu da Imagem e do Som de São Paulo para desaguar uma seleção de curtas e longas metragens.

Esta promoção beneficia espaços alternativos de exibição como o do Cineclube Jacareí. Que põe em prática o acesso ao cinema e a formação de público.

Exibimos Desentralha S. A., de Maurício Castaño. A história de dois irmãos obrigados pela mãe a desaparecer com o desenho que fizeram na parede do quarto... Estrondosa e bem infantil o filme usa o melhor do bom humor para resolver as encrencas das crinaças.

Depois veio o longa A Profecia Dos Sapos, de Jacques-Rémy Girerd. Animais confinados numa “arca de Noé” representam em suas personagens os tipos caricatos da sociedade, e que precisam conviver até acharem a solução do problema juntos e voltar para casa.

Acompanhando nossa seção tivemos Ana Maturano, que levou o prêmio salivante pastel com guaraná oferecido pela pastelaria mais generosa de Jacareí: Pastel Correia.


17 de out de 2012

182ª Exibição - 04 de outubro de 2012

Amigos cinéfilos! Numa noite meio que chuvosa, o bom público presente, prestigiou os filmes que animaram a sessão do CINEMA DE 5ª. O pontapé inicial foi com o curta-metragem “Eleições Dois Mil e Dose” (Dir. Vini Trash). Mais um episódio da série Trash Company, ironizando os caricatos candidatos nas eleições pelo Brasil afora, sendo que as opiniões ficaram divididas quanto ao teor da sátira explicita na tela.
“Fugitivo” (Dir. Vini Trash), foi um filme tão rápido, 30 segundos no total, que até parece uma vinheta da série Trash Company, não tendo tempo das pessoas entenderem a piada. “Raposa Velha Raposa” (Dir. Mabel Marim), foi considerada pelos presentes como a película da noite.

Com uma produção bem cuidada, conta a história de Antônio, um pianista aposentado, que já não agüenta mais sua rotina, mas sua vida começa a mudar quando ele avista em sua janela, uma raposa que encanta crianças com um carrinho de doces, que toca uma musica, com uma melodia atraente.
Estiveram presentes na sessão a produtora Lia Toshi, que é jacareiense, e Mariana Estanislau, que foi a diretora de arte, e familiares. Elas explicaram como foi feito a produção deste filme, pois embora a sua realização foi na casa da própria Lia, em Jacareí, com aluguel de móveis, e mudança dos moradores para outros cômodos do local. Foi um trabalho de conclusão de semestre, do curso de audiovisual do SENAC, em São Paulo.

Elas agradeceram aos membros do Cineclube Jacareí, pela oportunidade de expor o filme num projeto que deveria se estender em todo o Brasil. “Máquina” (Dir. Níkolas Araújo), um curta-metragem No Ar, que mostra como, em tempos das máquinas dominarem o homem, um aprende a dominar a máquina.

Segundo o diretor, este filme foi uma homenagem feita para sua Vovó, sendo que o público considerou como sua melhor obra até agora, com a trilha sonora encaixando bem na ação da costura.

O longa-metragem “O Elevador da Morte (Down)” (Dir. Dick Mass), é um filme terminantemente trash, refilmagem de “O Elevador Assassino”, de 1983, do mesmo diretor, mostra na história, um elevador que vai ferindo e matando as pessoas aos poucos, inclusive os técnicos, e eles próprios chegando a conclusão que podem existir forças estranhas que estão atrapalhando a vida dos que vivem e trabalham no Millennium Building, num dos edifícios mais chiques de Nova York. Para solucionar o terror, o técnico Mark Newman (James Marshall) e a repórter Jennifer Evans (Naomi Watts) decidirão o mistério.

No debate, teve pessoas que mencionaram estar com saudades de assistir filmes trash como este, e outras chegaram a conclusão que o diretor foi oportunista pelo remake, por ter sido rodado em 2001, ano do atentado das torres gêmeas na cidade novayorkina.

No final do debate, os felizardos sorteados foram Rafaela Suzuka (Vale-Pizza) e Christian Marshal (Brinde Freestyle), lembrando que foi a primeira vez que compareceram no CINEMA DE 5ª. Parabéns!

181ª Exibição – 27 de setembro de 2012

A sessão diretores com Brian De Palma – esse cara dirigiu filmes do tipo Scarface, Os Intocáveis e Missão Impossível – teve precedido do filme Carrie, A Estranha um curta sinistro que conta a História de Lia. E a viagem visual KALE id’osc OPIO.
KALE id’osc OPIO é dos mesmos produtores de Madalenas e surgiu a partir de sobras de imagens deste curta. São takes não utilizados em Madalenas que se tornaram esta obra entorpecente, na opinião do público presente.

História de Lia é bem legal e exemplifica a situação de um monte de gente que passou pela infância o que não deveria. Aí, quando vai chegando à vida adulta continua a viver desavisado e do jeito que não deveria. Até se tornar o mostro Lia.

Al Pacino, Michele Pfeiffer, Kevin Costner, Sean Connery, Robert De Niro, Tom Cruise fazem parte da lista dos dirigidos por Brian De Palma, o diretor de Carrie, A Estranha.
O filme é ótimo para sacarmos quanto a hipocrisia clama por ignorância e como tudo isso apodrece as pessoas boas tanto quanto aquelas que já nascem apodrecidas. Amolda o convívio social para os “espertos” se excitarem com a perturbação da paz e da ordem. E o desejo de se estrepar por não estar preparado para o caos.

Escrita por Stephen King, Carrie White é uma guria que tem a alma semi devorada pela mãe abandonada pelo marido que não agüentou mais as chatices da mulher. No colégio Carrie é zoada diariamente até o dia em que a fúria e o ódio lhe dão poderes para se tornar uma pessoa estranha e com sangue da raiva nos olhos. Sobra até pra mãe.

Com noventa e oito minutos de duração o longa de mais de vinte e cinco anos de idade impressiona pelo conteúdo extraído da história original reinventada pelo diretor. E comparada como melhor a versão filmada por Brian De Palma.

Soteados pizza e pastel para matar a fome dos cínéfilos, e as ganhadoras foram Yolanda Domiciano e Eliane Pinheiro. Que delícia!

3 de out de 2012

No Bico do Corvo #43




180ª Exibição - 20 de setembro de 2012

Era para ter sido O Ataque dos Vermes Malditos, mas tivemos problemas técnicos e o longa exibido nessa sessão foi nada mais nada menos do que Scott Piligrim Contra o Mundo (direção Edgar Wright) para o deleite visual do público que nos acompanha na sala.

 
O filme é uma adaptação do quadrinho de mesmo nome do personagem principal e viaja na história de sofrimento de Scott Piligrim obrigando-o tomar um rumo na vida. Ele tem que encarar, aprender e vencer uma jornada de trabalho cada vez pior por causa de uma fêmea chamada Romana Flowers. É praticamente o Perseu arrumando umas tretas no caminho do herói para resgatar sua princesinha.

Os curtas começam com A Arte Nonsense Com Matheus Chamim, produção muito irreverente estrelada pelo próprio artista Matheus Chamim.

Para a categoria minuto do Corvo de Gesso tivemos a contribuição de Animal Sofisticado, uma animação primitiva com ares modernos.

E, por último, mais um registro documental da série Vila Mundo, sobre o bairro Villa Madalena em São Paulo representado pela Feira da Vila 2011. Peça que compõe os vídeos do site que preserva as curiosidades do local.

Na hora do sorteio, pasteis com guaraná para Tamiris Souza Moura e Chico Nogueira. E a pizza mais suculenta de Jacareí para Matheus Chamim.

179ª Exibição - 13 de setembro de 2012

Cinema de 5ª

A sessão do Resident Evil, um filme original de zumbi, foi precedida pelos curtas A Maldição do Pica-Pau, O Monstro do Mau e Perfil – Felipe Gomide.

 
Perfil – Felipe Gomide é uma peça de caráter documental dirigida por Wagner Rodrigo. Faz parte da série de vídeos do projeto Vila Mundo, que registrou espaços, obras e personagens do bairro Vila Madalena em São Paulo. A série de curtas de Wagner Rodrigo compõe o universo do lugar e algumas curiosidades.

A Maldição do Pica-Pau (direção Vini Trash) revela a face verdadeira do bicho que é um psicopata, na opinião do público presente. E nada mais além disso. Destaque para a mocinha que representa bem as donzelas desavisadas.

O Monstro do Mau, o Esboço é outra animação espiritualizada produzida por Elias F. Pacheco. É a história daquele que se compraz em derramar sangue, na versão em flash, despertando no público no final o sentimento de justiça.

Injustiçada, Mila Jovovich tem que dar cabo de uma empresa de zumbis depois de despertar dum sono profundo sem saber quem é nem onde está. Alice, sua personagem em Resident Evil, incorpora o Rambo conforme sua equipe salva-vidas vai morrendo e nos fornece cenas intrigantes na tentativa de salvar a cidade do caos e dos infectados.

Resident Evil é o filme que surfou primeiro na atual maré alta dos zumbis e rendeu mais produções com o nome do game. Bom pra Mila Jovovich.

Nessa sessão tivemos pastéis e DVDs de brinde e foram dois cinéfilos sorteados: O Matheus Correa e Tamiris Souza Moura. Ô povo de sorte!

178ª Exibição - 06 setembro de 2012

E não é que bateu justamente na quinta-feira o dia 6 de setembro de 2012? Claro! Só podia ser no dia de sessão o nosso aniversário. E não é um aniversário qualquer... É o quinto aniversário!

Para festejar com a galera que vai lá e gosta de ver filmes fizemos a sessão número 178 só com curtas.

No estilo documentário rolou um vídeo sobre o Zoológico de São Paulo (Direção: João Amodio) muito bem produzido e com um acabamento profissional. Distinto visualmente para o curta seguidor Ativicidade (Direção: Sergio Nogueira), produção que registrou um evento voltado para o terceiro setor que acontece em Santa Isabel, interior do estado. Ainda na pegada documentarista tivemos as Impressões de George Gutlich (Direção: Victor Menezes), artista que usa técnicas de xilogravura entre outras na reprodução de imagens de prédios antigos de São José dos Campos.

Na sessão tivemos um prático guia da cidade com Conheça Jacareí em Um Minuto (Direção: Vini Trash) e um aviso Sobre Patos e Marrecos (Direção: Elias F. Pacheco) na probabilidade de você um dia misturar os dois.

Noir (Direção: Níkolas Araujo) estréia para alavancar a carreira do diretor no cinema experimental focado nesta linguagem. Por meio de experiências analógicas tivemos o vídeo Magnético (Direção: Danilo Sevali), com o grupo Infraaudio. Um clipe captado com formato VHS e matriz do som em fitas K7.

O público presente pode conversar com os cineastas ao vivo, desfrutar de tudo isso e alguns tiveram a sorte de voltar para casa com um presente. Pois como todo mundo fala, no nosso aniversário quem ganha é você! Ou melhor, eles:
Ester Nogueira, Andressa Decarla, Teresinha S. Burgomeister, Maria da Silva,
Chico Nogueira.
rabéns para todos nós!

4 de set de 2012

177ª Exibição - 30 de agosto de 2012

Enfim, tivemos a SESSÂO DIRETORES no CINEMA DE 5ª, evento que acontece toda última semana de cada mês com programação voltada a filmografia de um diretor em especial, e o lembrado da vez, foi, nada mais, nada menos, do que Amacio Mazzaropi, através de “Jeca Contra o Capeta”, mantendo igualmente a tradição folclórica de sempre termos um filme nacional sendo exibido em agosto no CINECLUBE JACAREÌ. Para completar a festa, o bom público que vem nos prestigiando assistiu 3 curtas: "Solo" de Cleisson Vidal, "Violência Doméstica" de Mauro San Martin e "Metal inPressa" de Victor Menezes.

"Solo" e "Metal inPressa" são dois trabalhos que mexem bem com a questão do tempo (sempre relativo) no cinema, o primeiro capta um anônimo fazendo embaixadinhas com a bola, acontecimento que deve ter durado poucos segundo de gravação e o estica em câmera lenta para ressaltar toda a beleza plástica do futebol, transformando-o em uma espécie de dança com cara de Brasil, no passo da capoeira e emoldurado por uma bela praia de fundo – com o sol ressaltando o amarelo – uma das cores pilares de nossa bandeira. Já o segundo transforma o longo processo da impressão de gravuras em metal em um curta de apenas 11 segundos, se aproveitando do ritmo dinâmico e acelerado de sua rápida edição, embalado pelo “Heavy Metal”, claro. Ambos são excelentes exemplos dessa dinâmica cinematográfica, e tal característica dá o tom correto para as duas obras.

Em “Solo” o diretor Cleisson Vidal foi extremamente feliz ao fazer tal fragrante de seu celular, mostrando um sujeito, não necessariamente um claque, porém, com domínio suficiente da arte do futebol para nos encantar com sua ginga e técnica. Enquanto os transeuntes desfilam pela imagem ignorando o show particular do rapaz, que teria passado mesmo batido se não fosse a filmagem feita por Vidal. Daí o singelo título da peça, um “solo” realmente (e de dar inveja aos que conseguem matar a pelota somente nos videogames).

Já em "Metal inPressa", Victor Menezes nos apresenta um curta minuto dos mais curtos que temos registro, num arranjo muito bem orquestrado, aparentando, inclusive, ser mais longo do que de fato é, devido ao impacto dessa linguagem - que tem como único defeito inerente o famoso “piscou, perdeu” para quem (por acaso)  se distraiu durante a exibição.

“Violência Doméstica" aborda a importante questão tema que o nomeia. De forma institucional, temos um breve exemplo dessa violência e o devido lembrete de como podemos combater esse mal que se torna cada vez mais comum nos lares brasileiros. Porém, nossos expectadores mais críticos notaram que sem prévio conhecimento do conteúdo e sem os letreiros que acompanham sua parte final, dificilmente se notaria do que o curta se trata (dialética talvez feita para enganar o olhar e nos surpreender no final). Outra reclamação foi a falta de trabalho de câmera, que estática parece complacente demais (talvez de forma proposital?). Todavia, sua denúncia parece se sobressair dos possíveis equívocos lingüísticos do autor Mauro San Martin. Que fazem do material menos expressivo, ao menos visualmente, do que poderia ter sido.

Depois, tivemos Mazzaropi, que divide a direção com Pio Zamuner em “Jeca Contra o Capeta”, demonstrando já de cara sua reverencia ao sucesso de “O Exorcista”, aqui parodiado. O longa trás todas as características mais marcantes de Amacio, desde seu lapidar personagem ao seu tom simplório e bem-humorado, sem deixar passar cutucadas sociais, culturais e aqui, até religiosas.

Feito em 1974, e a cores, a película tem alguns toques de faroeste, em seu cenário e trama principal, com direito a duelos e brigas no bar local. Todavia, são os elementos do cinema de Mazzaropi que fazem do cinema de Mazzaropi tão irresistível, até hoje. Mesmo datado (focado no anúncio da aprovação da lei do divórcio), o filme permanece universal, com um olhar sobre o mundo que muito bem poderia ser contemporâneo. Isso porque Mazzaropi sempre fez filmes para o povo. Tendo como prioridade entretê-los, numa época onde outros cineastas preferiam se apegar ao discurso ideológico antes de tudo. No contexto do período, a moda era o chamado “Cinema Novo”, vertente que emprestava algumas estéticas européias e as transportava para a filmografia tupiniquim.

Em essência, a idéia era fugir do padrão hollywoodiano e assumir as dificuldades e pobrezas de produção típicas do “terceiro mundo”. Escancarando que as produções feitas aqui eram mesmo de orçamento infinitamente menores e aceitando isso como parte da cultura local. Para tanto, se assumia automaticamente o compromisso solene de mostrar as mazelas e pobrezas sociais, econômicas, políticas, etc., do próprio país. Pois dela deriva os limites explícitos dessa linguagem “empobrecida” (porém, rica artisticamente). Ideologia que principalmente em pleno Regime Militar foi importante e rendeu prêmios e prestigio para os que se enveredaram por esse caminho, entretanto, tal iniciativa nunca caiu no gosto popular, nem se prestava para tanto.

Mazzaropi era um dos poucos artistas brasileiros (senão o único) capaz de realmente lotar as salas de cinema. E por essa “falta de compromisso com a causa” acabou mal visto e tendo seus méritos somente reconhecidos posteriormente, quando em retrospectiva se percebeu que seus projetos não eram acéfalos, apenas usavam de um linguajar mais simples para nunca perder o expectador como foco principal, algo que o filósofos do “Cinema Novo” sempre negligenciaram – obtendo com isso menos sucesso comercial. E  isso se repete na atual retomada do Cinema Nacional.

Muito foi herdado dessa proposta, desse dever para com a nação, em contribuir socialmente, politicamente... Principalmente, agora que os longas são subsidiados massivamente pelas leis de incentivo, fazendo com que esse “retorno” do investimento público seja mais imperativo. Mas, infelizmente, não temos tantos “Mazzaropis” hoje em dia para equilibrar a balança, para nos lembrar que não adianta tamanho “comprometimento” se a parcela de pessoas interessadas por essas fitas é diminuta. Mazzaropi deixou um legado indelével para as futuras gerações, mas seu principal ensinamento ainda não foi aprendido em definitivo. Cinema deve ter como único patrão o público, e uma vez tendo os conquistado, fica mais fácil transmitir qualquer mensagem, das mais tolas as mais significantes. E esse é o caminho. Não o contrário.


Após os debates, foi sorteado um Kit com produtos de perfumaria e higiene pessoal cedido pela DROGARIA ECONÔMICA, e a vencedora foi Andressa Decarla. Parabéns a premiada e até a próxima SESSÃO DE 5ª, comemorativa dos 5 anos de CINECLUBE JACAREÍ! 

26 de ago de 2012

176ª Exibição - 23 de agosto de 2012

Mais uma noite de bom público deu o toque inicial do CINEMA DE 5ª dessa semana, que estava com uma programação repletas de atrações, como o curta “Bang-Bang” de Vini Trash e a animação “Meu Amiguinho” de Elias Pacheco, aperitivos para a exibição do longa “A Bruxa de Blair”, que marcou época por sua inventividade e faz parte do hall da fama do terror e do suspense moderno.

"Bang-Bang" é uma brincadeira que mostra o encontro de mocinhos e bandido em um faroeste com toques de “Monty Python”. Dirigido por Vini Trash, a peça logo chamou a atenção dos espectadores pela excelente fotografia, que se aproveitou muito bem da ótima locação escolhida para a filmagem. Embora alguns não tenham gostado dos aspectos mais jocosos dessa paródia, tal característica é marca característica das obras assinadas por Vini, um dos mais prolíferos autores a aparecer nas sessões do CINECLUBE JACAREÌ, tendo dirigido dezenas (senão centenas) de curtas. Além de já ter se aventurado na produção de médias e longas, sendo um dos nomes mais premiados no CORVO DE GESSO, na qual ganhou uma dúzia de estatuetas. Sempre com um estilo irreverente e de humor anárquico, Vini tem como objetivo a diversão descompromissada, contudo, seu empenho em realizar peças realmente sem as “levar a sério”, muitas vezes resulta em um “descompromisso” tão grande que retira certa “significância” de suas realizações. Comparando com seus primeiros ensaios na Sétima Arte, fica notório o quanto ele evoluiu, possuindo hoje um enorme domínio de câmera, grande senso fotográfico e uma edição cada vez mais cuidadosa. "Bang-Bang” trás todas essas qualidades, como a já citada fotografia, que dá o tom correto para o projeto. Capricho que se estende a objetos de cena de qualidade e bons efeitos na pós-produção.

Dentre todas as suas habilidades cinematográficas, a que parece mais defasada em comparação as demais é o roteiro. Que carece de maiores cuidados. Vini até tem boas idéias e sacadas, mas peca ao desdobrá-las. Por isso certa insatisfação demonstrada por vários de nossos críticos durante o debate pós-exibição. Que exclamaram certa inquietude com o resultado, que “prometia mais do que entregou”, ou “não era bem o que eu esperava”, como ressaltaram. Tais críticas obviamente não se direcionam a quase impecável parte técnica, e claramente a reclamação não é quanto à premissa, igualmente, pois ela é interessante. Como citado, Vini tem boas idéias e sacadas, o que cria maiores expectativas, principalmente em um produto esteticamente tão agradável. E quando essas expectativas não são atingidas, é quase que inevitáveis algumas indagações pontuais. Mesmo em meio aos elogios. Que deságuam mais especificamente nessa falha de desenvolvimento do texto. Só para citar alguns exemplos, em "Bang-Bang" não existe nenhuma justificativa para a presença do vilão, que simplesmente aparece no caminho dos mocinhos, lógico que tal minimalismo é aceitável, todavia, essa informação poderia render ao menos uma piada a mais, ou novas situações, ainda mais interessantes do que as apresentadas. Assim como a lembrada falta de outros clichês do gênero, como o Xerife (cuja ausência aqui poderia ser proposital e usada como escárnio a omissão dos mesmos nos típicos westerns), sem contar as recompensas para captura de criminosos, duelos estilo “atirador mais rápido do Oeste”, etc. Elementos que poderiam compor e acrescentar ao que foi proposto. Ou seja, havia muito mais a ser explorado referente ao tema abordado, entretanto, como o conceito é apenas propiciar um passa-tempo sem grandes ambições, a ganância de bolar algo mais expressivo passa batido.
Vini limita sua capacidade. Mesmo em seu cinema de diversão descompromissada. É possível também visar o bom. Como ele mesmo vem buscando em sua direção, edição, fotografia, cenografia... Assim, um pouco mais de empenho e “compromisso” na parte escrita, mesmo que para isso seja necessário reescrever e revisá-la constantemente, faria de seus curtas títulos muito mais completos e/ou atrativos. E com certeza, mais condizentes com seus talentos em franco desenvolvimento.

“Meu Amiguinho” é uma animação diferente das que costumam aparecer no CINEMA DE 5ª. Primeiro pela ousada metragem, atingindo 10 minutos, uma enormidade em se tratando de animação. Segundo, por se propor a contar uma história realmente, fugindo do padrão de “pequenas situações” que caracterizam boa parte das “tramas” dos desenhos que o CINECLUBE JACAREÌ recebe. Mesmo ganhando inúmeras negativas quanto à parte técnica, considerada amadora e “tosca”, o curta foi muito bem recebido pelos cinéfilos presentes, contentes não só com essa estrutura mais encorpada, mas, sobretudo, com as reviravoltas do enredo, que prende e chama mesmo a atenção. O consenso geral é que com uma roupagem mais profissional, o curta se destacaria facilmente, pois é gostoso de ser assistido - envolvendo e sabendo tocar em diversas temáticas, com elevado senso crítico, sem perder seu valor enquanto entretenimento. Algo que demonstra toda a aptidão narrativa do diretor Elias Pacheco, que vem entregando exemplares cada vez melhores, inclusive, aos poucos, desenvolvendo sua técnica para que ela se torne outro motivo de aplauso - e não mais de ressalva.

“Bruxa de Blair” é um clássico contemporâneo que criou a moda atual de pseudo-documentários, usando dessa linguagem para dar mais realismo a esse tipo de filmografia e possibilitando que mesmos filmes independentes e com orçamentos menores pudessem migrar para o “cinemão” comercial, uma vez que provaram ser rentáveis apesar do baixo investimento necessário para criá-los.

Fingindo ser uma montagem de filmagens reais de estudantes de cinema que se perderam numa floresta amaldiçoada pela lenda que dá nome a película, o longa-metragem segue um dos preceitos mais preciosos do suspense: assustar mais com o que não é mostrado do que com o que aparece na tela, mexendo assim com o psicológico dos personagens e por conseqüência de quem está assistindo tudo sentado na poltrona.

A ansiedade pelo que pode acontecer se encarrega de mexer com os brios de todos, e isso é feito muito bem pelos diretores Daniel Myrick e Eduardo Sánchez. Infelizmente, com o passar dos anos, esse impacto foi se perdendo, sendo substituído por uma visão cansativa e arrastada da fita - que não se sustenta tão bem quando desprovida da ilusão criada pelo marketing do filme: de que tudo o que estamos assistindo é verdade. Para tanto, até mesmo foi engendrado um documentário falso que precedeu o lançamento de “Bruxa de Blair” em 1999. Ressaltando a “realidade” do retratado nas telonas e se aproveitando do crescimento da internet para espalhar o boato.

Até os atores (virtualmente desconhecidos, de propósito) emprestaram seus próprios nomes para seus respectivos papéis para manter a farsa, estimulada por sustos que não estavam no roteiro, já que os produtores fizeram o trio que estrela o conto passar por maus bocados para extrair reações verdadeiramente convincentes - numa “pegadinha” que ajudou muito a vender o lado “documental” dessa ficção.

Tal façanha criativa, que transformou algo gravado com pouco dinheiro render fortunas nas bilheterias, ampliada pela jogada de vendê-lo com verídico, hoje não funciona, desde que o “truque” deixou de ser novidade, ele não surte mais efeito. Ninguém se deixa enganar atualmente por essas jogadas, exigindo outros atrativos para manter o esquema de “câmera amadora” ainda vivo e lucrativo. Vide histórias melhor trabalhadas e sustos um tantinho mais constantes e impactantes. Mesmo assim, o feito atingido aqui não pode - e nem deve - ser ignorado. Façamos justiça.

E para acabar tudo em pizza, o ganhador e agora tri-campeão do VALE PIZZA cedido pelo XICO PIZZA sorteado ao final do debate, foi o Lucas Plesky. Parabéns ao sortudo e até a próxima, galera!